segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A alma do poeta

   

O poeta é um ser pensante que vive no mundo irreal, no universo da ilusão. Amante de tudo que é belo, consegue sentir as pequenas partículas que envolve um sentimento.
   Boêmio e solitário entre muitos, esconde-se a alma de um poeta..
   Ele consegue amar com tanta veracidade, com tanta paixão que chega a acreditar que  sofre por amor. Apesar de amar, viver pelo amor, é uma pessoa  triste.
   Às vezes não tem um amor, mas escreve o amor. As Ficções e ilusões fazem com que esse amor, torne-se real.
   Ama e sofre com veemência que se embriaga de tanta dor e solidão, mas nunca desiste desse amor.
   Fica na busca constante do verdadeiro amor. Sintoniza-se como se esse amor existesse, como se estivesse tão perto e ao mesmo tempo impossível. Na verdade, sofre, chora e, muitas vezes cai em depressão por amar tanto um amor que não existe. Mas o poeta acredita. E por acreditar nesse amor, ele se ver solitário...
Quando a dor chega a causar tristeza, adoece. Muitas vezes, morre. Não por descuido, mas por amar e não ser correspondido.O poeta sofre e  ama um sonho...uma ilusão de amor... Um amor mpossível.
   Ele ama, sonha, sofre, mas também consegue sentir uma dor que não existe, mas como escreve e respira o amor, a dor , a desilusão é inevitável na vida do poeta.
   Como sofre um poeta!!! 

     Tão sozinho chegou até mim
     Ai, quisera eu tanto dizer
     Volta
     Oh, alma perdida
     Volta
     Oh, alma
     Vem amar
     Vem sofrer

           Vinícius de Morais

   Escreve o amor, fala de amor, sonha o amor, sofre por amor, vive por amor e morre por causa desse tão sublime amor.
   O leitor, sente na alma o sentimento que o poeta tenta transmitir, expressado em suas palavras que elevam a alma dos que amam.
 Até sente a mesma dor, porém, o poeta, finge a dor que sente.

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
        Fernando Pessoa
    
   O amor de um poeta é verdadeiro, sincero, intenso. Na sua concepção, o amor nunca morre. Ele permanece para fazer-se presente na existência da humanidade.
   
 Ah! Quem dera que o mundo fosse uma poesia e os homens os poetas! Teríamos uma civiliação apaixonada, vivendo em função do amor ao próximo.
      Elisethy Loyolla

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